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A gênese do Granito Giallo Veneziano é resultado de uma combinação singular de fatores geológicos, geomorfológicos e climáticos, que lhe conferem características estéticas e tecnológicas únicas. Sua cor amarelada, muito característica, deriva da ação de processos metassomáticos e de agentes intempéricos penetrativos no corpo granítico original. A conjugação desses processos proporcionou a distribuição pervasiva do padrão cromático, que não fica restrito, como na quase totalidade das jazidas de granito amarelo conhecidas, a uma capa superficial com apenas poucos metros de espessura.
A disponibilidade de reservas, aliada à preservação estrutural do maciço rochoso, proporcionam a já reconhecida capacidade de fornecimento e uma notável regularidade estética e físico-mecânica do Giallo Veneziano, inclusive para chapas de grande dimensão. Não por acaso garantiu-se o suprimento regular do material nos últimos 30 anos, o que tornou o Granito Giallo Veneziano uma das rochas mundialmente mais conhecidas e valorizadas para o revestimento de edificações, tanto em ambientes internos quanto externos.

Com índices tecnológicos muito positivos, entre os quais são apontados a baixa absorção d’água e a elevada resistência à compressão, flexão, desgaste abrasivo e manchamento, ainda se destaca no Giallo Veneziano a facilidade de polimento e a sua capacidade de brilho, que permite atender aos mais exigentes especificadores, formadores de opinião e consumidores.

O elevado padrão físico-mecânico do Giallo Veneziano é também assegurado pela aplicação de métodos não impactantes ou agressivos para a extração dos blocos, utilizando-se modernas tecnologias de corte a frio com fios diamantados, furação coplanar adjacente e massas expansivas. A produção mensal da jazida, situada na porção nordeste do Estado do Espírito Santo, junto à cidade de Nova Venécia, oscila assim ao redor de 3000 m³, em blocos bem esquadrejados e com dimensão aproximada de 3,0 x 2,2 x 1,7 m.

A logística de transporte rodo-ferroviária e marítima disponível no Espírito Santo, particularmente para o atendimento das pedreiras do norte do Estado, determina ótimas condições de escoamento de blocos e chapas até o mercado internacional. Destaca-se neste sentido que o tempo necessário para o transporte dos blocos, da pedreira até o local de embarque marítimo, no Complexo Portuário de Vitória, é de apenas seis horas.

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